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Escândalo: António Costa tentou “comprar” Joana Marques Vidal a escassos dias das eleições de 2015

António Costa quis reunir-se com Joana Marques Vidal no Rato

O líder do PS convidou a Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, para uma reunião, no Largo do Rato, sede do partido, em plena campanha eleitoral, a 24 de Setembro de 2015. O convite foi recusado.

 

António Costa quis reunir-se com a Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, no dia 24 de Setembro, a dez dias das eleições, com o objectivo de discutir “o Orçamento do Estado para 2016” na área da justiça, confirmou fonte oficial do PS ao Diário de Notícias. Porém, Joana Marques Vidal recusou, por entender que “não cabe” ao Ministério Público participar em reuniões partidárias.

O PS explica no DN que o encontro com a PGR foi solicitado no contexto de um conjunto de reuniões pedidas a outras figuras da área da saúde, educação ou ambiente. O objectivo era debater o OE 2016. Algumas dessas reuniões chegaram a acontecer, mas tanto Joana Marques Vidal como os outros membros do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) recusaram o convite socialista. O pedido para a reunião foi enviado no dia 17 de Setembro, propondo o dia 24 para realizar o encontro no Largo do Rato.

O assunto foi levado ao plenário do CSMP e na acta constam as razões que levaram à “nega” de Joana Marques Vidal. “O estatuto legal e ético-deontológico do Ministério Público não configura como possível e adequada a participação de representantes em reuniões de natureza partidária, designadamente em período de campanha eleitoral”, lê-se no DN.

Apesar disso, a PGR mostrou-se disponível para “receber em audiência” a “candidatura do PS”, um encontro que teria lugar na PGR – que curiosamente se localiza a escassos metros da sede do PS. Esse encontro não se chegou a realizar. O gabinete de Joana Marques Vidal também confirmou ao DN o pedido para reunir.

Costa também enviou convites para o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público e a Associação Sindical dos Juízes Portugueses, convites que causaram estranheza, especialmente junto do órgão que tutela os procuradores.

Fonte: Jornal de Negocios

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