Portugal, em 4 anos e meio de ajustamento, mudou significativamente. A mentalidade do “Pai Estado” diminuiu, todos hoje concordamos que o défice deve ser eliminado, pelo menos é o que agora os socialistas defendem, assim mantêm a mascara, bem como alguns vícios primordiais da economia portuguesa foram derretidos em águas de bacalhau a ferver: A queda de Sócrates e Salgado iniciou uma nova era na relação com a política e os negócios.

 

Portugal tem este problema bem assente faz anos, maioria deputados da bancada do “arco da governação”, quando lhes interessa, eram deputados e ao mesmo tempo representavam os interesses de outras grandes empresas do regime, eram deputados da nação, para representarem o seu povo e defenderem os interesses da nação, não os seus próprios interesses, mas estamos em Portugal, primeiro há que garantir a ” a vida futura dos nossos” e o resto do mexilhão que vá para o lixo.

Se temos um povo que se chama mexilhão a si próprio, pelo menos podia ser ostra, é porque o grau de autoconfiança em si próprio é proporcionalmente igual a uma cagarra adulta quando vê Cavaco a pegar num dos seus filhotes. Um povo ingénuo é fácil de ludibriar, criar ilusões e feixes de luz alternativos para que não vejam a verdade dos factos, aqui, o PS é rei, mestre, Imperador da cocada preta. A direita não tem jeito para isso, é fraca de comunicação e tem a comunicação social contra si, enquanto que uns fazem a asneira e a comunicação social só acorda quando o desastre é iminente, outros são torturados todos os dias mesmo quando vão à casa de banho, foi assim quando Passos justificou as políticas de contenção orçamental, vulgo austeridade, que cuja validação pelos media passou a ter certificação de qualidade quando o Partido do avental e do polvo está no poder, quando PS faz e pega na varinha mágica o Mundo é rosa, no fim pode ter espinhos mas siga para bingo.

Num processo de eliminação de vacas voadoras, de oposição à corrupção, ao polvo de distribuição de cargos e tachos de qualidade duvidosa, o PS de António Costa não quer a continuação de Joana Marques Vidal, Procuradora Geral da República, não lhe renovando o mandato. É aqui que o PS não mudou mesmo, se em outras áreas teve que assumir a posição de geometria variável para garantir o financiamento da Europa, António Costa não quer mais a Procuradora que contribuiu de forma significativa para colocar o Napoleão, o Nero e o Calígula Português, José Sócrates, atrás das grades. Foi aqui que Joana e a Justiça falharam, no bom funcionamento das instituições em Portugal. Se elas funcionam toca a colocar pedra na engrenagem para voltarmos ao saque.

Salgado também deve estar em processo de pulos efusivo, se até à saída da Procuradora o seu processo não estiver numa fase mais adiantada de resolução, um novo Procurador à La PS, tipo Pinto Monteiro, vai nos deixar um amargo na boca, porque no final, vai nos deixar com as calças na mão, neste momento Ferro Rodrigues se deve lembrar muito bem.

Mauro Oliveira Pires

Fonte: Portugal Gate

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