Margarida Laygue adianta que também o marido e o filho da ex-presidente são ainda remunerados.

A nova presidente da Raríssimas garantiu, em entrevista, que a ex-presidente desta IPSS, Paula Brito e Costa, continua a receber sálario. Margarida Laygue adianta, esta terça-feira, que também o marido e o filho da ex-presidente são ainda remunerados.

“Está a decorrer um inquérito interno para se averiguar determinados factos mas relativamente a isso não posso falar”, começa por dizer a nova presidente, que confirmou que as suspensões da família de Brito e Costa com “com remuneração” porque “qualquer suspensão, até serem averiguados os factos e enquanto estiver a decorrer o inquérito interno, é remunerada”.

Ao contrário de Paula, Margarida não é remunerada e faz tudo “pro bono”. “Desde o primeiro dia disse que iria fazê-lo pro bono”, diz, reiterando o seu compromisso em ajudar a instituição que a auxiliou com a doença rada da filha Ema, de 3 anos.

“Também tenho uma filha rara e também preciso desta associação para me ajudar a sobreviver todos os dias, tal como todas as outras famílias, e é por eles todos que eu também estou a fazer isto”, diz.

Presença assídua na instituição, Sónia acompanhou com preocupação a situação que envolveu a Raríssimas e decidiu agir.

“Pensei que aquilo não podia estar a acontecer, que não era real”, admite. Mais tarde, apercebeu-se da gravidade da situação e decidiu fazer uma lista para concorrer à assembleia geral da associação com outros pais, lista essa que acabaria por vencer sem concorrência.

Acabou por ser escolhida para presidente, lugar que aceitou. “Não me apresentei com essa intenção, mas como mais do que uma voz insistiu para que ficasse eu, aceitei o desafio”, confessa.

Um mês e meio depois da eleição, Margarida abriu o jogo e confessou que o escândalo que envolveu a associação valeu algumas perdas.

“Temos estado concentrados na situação financeira e dos mecenas, na crise reputacional e de imagem que estamos a viver devido a toda a polémica”, adianta, relatando a “perda de confiança na instituição”. “Temos estado com dificuldades financeiras”, admite.

Recorde-se que Paula Brito e Costa, fundadora da associação, é suspeita de gestão danosa e desvio de fundos da instituição.

Fonte: CM Jornal

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