O Bloco de Esquerda pediu uma audição a Bruto da Costa, no âmbito dos trabalhos da comissão de acompanhamento que definirá a estratégia para o Portugal 2030. Apenas não sabia que o sociólogo tinha falecido em 2016.

A comissão parlamentar responsável por negociar o próximo quadro comunitário – Portugal 2030 – fez questão de listar um conjunto de nomes de várias personalidades para prestar apoio na apreciação das políticas a ser implementadas.

No seu requerimento, o Bloco de Esquerda (BE), pediu a audição do antigo conselheiro de Estado e antigo presidente do Conselho Económico e Social, Alfredo Bruto da Costa.

Porém, o sociólogo, que ficou conhecido por defender que aos pobres se deve dar “o peixe e a cana” — numa resposta à máxima “não lhe dês o peixe, ensina-o a pescar” — morreu a 11 de novembro de 2016, aos 78 anos.

O burburinho nas restantes bancadas não tardou. Além de ter entregue a lista fora do prazo, o BE fê-lo de forma “intempestiva”, quase “em cima do joelho”, afirmaram os deputados das bancadas centro-direita.

Perante a constatação do erro, os bloquistas afirmaram que se tinha tratado de “um lapso” e apressaram-se a entregar uma nova versão do requerimento, onde já não consta o nome de Bruto da Costa. Foram, entretanto, acrescentados o Centro de Investigação em Tecnologias Agroambientais e Biológicas da Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, o Mecanismo Nacional de Monitorização da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e os professores Rui Cortes e José Reis.

Fonte: Buzztimes

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